Doenças - Difteria
Também conhecida como Crupe é uma doença infectocontagiosa, é causada por uma toxina do bacilo Corynebacterium Diphteriae. Essa toxina provoca inflamações nos seguintes locais:
٠Na garganta;
٠No nariz;
٠Na Traquéia;
٠E nos brônquios.
Esta bactéria não é invasiva, a reprodução e multiplicação se limitam à faringe.
Mas mesmo com essa limitação a difteria possui efeitos no sistema de seus hospedeiros que pedem levá-los a morte, devido a produção e disseminação pelo sangue da toxina.
O período de incubação é de 3 a 5 dias, coloniza inicialmente as tonsilas e a faringe, desenvolve uma pseudomembrana de pus, visível no fundo da boca dos indivíduos afetados com a doença.
A produção da toxina e sua libertação sangüínea ocasionam a morte celular, principalmente nos órgãos de alta perfussão, como:
٠Fígado;
٠Rins;
٠Glândulas;
٠Adrenais;
٠Coração;
٠Nervos.
Os órgãos afetados podem ficar insuficientes, correndo risco de vida, os órgãos permanacem sem validade pelos nervos paralisados.
Os sintomas da intoxicação sistêmica podem incluir:
٠Cardiomiopatia;
٠Paralisia de Músculos;
٠Paralisia de nervos sensitivos.
A difteria causa a mortalidade de 5 a 10% de seus infectados sendo que 20% são crianças que possuem idade de 3 a 7 anos.
A identificação da toxina da difteria é feita através do teste de Elek, consiste na identificação da toxina no soro do doente através de anticorpos exógenos para a toxina.
A cultura e observação microscópica da difteria e através de testes bioquímicos do patogênico recolhido de amostrar do exudado feringeal é importante na confirmação.
A prevenção da difteria é feita através de vacinas, evita o surgimento, que se tornou raro nos países com sistemas de vacinação eficientes.
A vacina consiste para difteria na administração de toxóide, um análogo da toxina sem funções tóxicas.
O sistema imunológico reage produzindo plasmócitos produtores de anticorpos contra o toxóide e são geradas em células de memória, que caso surja no futura se diferenciam rapidamente em inúmeros plasmócitos que destroem a toxina e o invasor antes que os sintomas e danos surjam.
Se ocorrer a obstrução do canal respiratório por conta da difteria, deve-se fazer a incisão de canal da traquéia para que seja liberado o canal, esse processo é chamado de Traqueostomia.
Em doentes, administra-se antídoto, que é constituído por anticorpos recombinantes, produzidos em leveduras, que iniciativam a toxina no sangue, também são usados antibióticos como a penicilina e eritromicina, que destroem a bactéria produtora da toxina.
Antes que as vacinas fossem utilizadas como grande recurso para o combate da difteria, a doença era uma das mais temidas, pois chegaram a causar epidemias de difteria.
Entre 1735 e 1740 80% das crianças do estado da Nova Inglaterra, EUA morreram vítimas da doença.
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